De Pai Para Filho: Como Ajudar Um Adolescente Com Depressão

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O período da adolescência, como todos nós já vivenciamos, é um dos mais desafiadores das nossas vidas. Nós não somos mais crianças, mas ainda não somos adultos. Adolescentes navegam em emoções novas, em uma ‘enxurrada’ de hormônios, em encontrar sua própria identidade e buscam qual o papel deles nos relacionamentos. Em meio a todas essas mudanças, é crucial aprender a lidar com todas elas, para eles e para você.

Pesquisas mostram que um em cada cinco adolescentes do sexo feminino e 13% dos adolescentes de uma maneira geral vão sofrer algum tipo de depressão em algum ponto desse período. É fundamental que você, como pai ou mãe, tenha essas conversas difíceis com seu adolescente e aprenda o que fazer para ajudá-lo da melhor maneira.

Entenda os sinais

Alguns sintomas de depressão em adolescentes podem passar despercebidos porque são agrupados em estereótipos como rebeldia, angústia ou mau humor. Enquanto a depressão pode se manifestar de forma distinta entre as pessoas, veja alguns sinais comuns que podem indicar que seu filho esteja deprimido.

Problemas na escola. A depressão pode ser identificada em ambientes distintos. Professores e coordenadores podem falar com os pais sobre o comportamento do adolescente na escola. Entre os principais problemas estão, falta às aulas, notas baixas e mudanças de atitude no ambiente escolar. Se seu filho não terminou o ano escolar com um bom desempenho, você deve considerar o trabalho com um terapeuta para identificar o que pode estar por trás dessas mudanças de comportamento.

Uso de álcool e drogas. Assim como os adultos, adolescentes pensam que o acesso às drogas e ao álcool é mais fácil do que falar com um médico ou psiquiatra. Eles tentam lidar com sentimentos de depressão por meio do uso de álcool, cannabis e outras drogas. A dependência química pode criar problemas maiores, como falta de esperança, perda da noção da realidade, diminuição da autoestima e dificuldade em aceitar e superar sentimentos desconfortáveis.

Desânimo ou irritação constantes. Pode parecer que o fato de o adolescente estar “para baixo”, irritado, com raiva, com o humor neutro, apático ou irritado, seja algo corriqueiro. É preciso ter cuidado para que essa alteração de humor não se transforme em comportamentos de risco ou prejudiciais, como automutilação ou distúrbios alimentares.

Fuga e outras formas de isolamento. Fugir do convívio com outras pessoas, se esconder no quarto ou passar muito tempo checando o telefone, podem ser sintomas de depressão. Essas atitudes também podem ser causadas pela falta de controle sobre a própria vida ou medo de confiar em sua família.

Comportamentos de risco. Adolescentes que lidam com depressão podem ter comportamentos de risco, tais como, falar ao telefone com estranhos, enviar fotos íntimas ou fornecer seu endereço. Eles podem também ter relações sexuais sem proteção, fumar, beber ou dirigir de forma imprudente.

Violência interpessoal e intrapessoal. A raiva é uma das mais genuínas expressões do espectro humano da emoção e a violência contra si mesmo (comportamento de autoagressão), intensificação de conflito ou comportamento agressivo, podem indicar distúrbios emocionais. 

Falar sobre depressão. Alguns adolescentes podem falar sobre as próprias experiências relativas à depressão, muitas vezes sem saber as palavras para descrevê-la. Se você ouvir o seu filho adolescente falar sobre inutilidade, falta de esperança, desânimo, falta de propósito na vida ou sobre uma tristeza em geral, esses podem ser sinais mais diretos de que seu filho precisa de ajuda.

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Ouça, não tente resolver o problema

Ouvir o que o seu filho tem a dizer é a chave para abrir a porta da comunicação entre vocês. Para encontrar a melhor solução para os problemas do seu filho, os pais devem entendê-los da melhor maneira que puderem, abrindo espaço para a confiança e comunicação.

Ouvir atentamente o seu filho é:

- Começar a conversa com seu filho olho no olho para mostrar que você está interessado e se preocupa com os problemas dele.

- Observar sinais não verbais de desconforto, tais como, desvio do olhar, expressão corporal fechada, agitação, e valide o que você vê.

- Tente não fazer julgamentos e comentários que minimizem os sentimentos do seu filho. Evite comentários como “poderia ser pior”, “veja pelo lado positivo” ou demonstrando a sua percepção sobre a dor deles.

- Tenha paciência se seu adolescente não estiver aberto para falar e lembre-o que você está ali para ouvir.

- Faça perguntas para esclarecer sua compreensão e repita o que você ouviu para ter certeza de que você o entendeu corretamente.

- Agradeça seu filho por estar dividindo seus problemas com você e ofereça apoio (ou a ajuda de um profissional de saúde) para ajudá-lo a processar os próprios sentimentos.

- Seja compreensivo e ofereça seu apoio incondicional.

 
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Opções de ajuda e apoio

Os recursos para ajudar seu filho não são apenas indicações de terapias, telefones de emergência ou medicamentos. Os recursos são as maneiras que encontramos energia para proporcionar momentos de felicidade com o que temos disponível ao nosso redor. Como pai, você pode planejar um passeio no sábado, ouvir um podcast interessante juntos ou fazer algo que você sabe que seu filho gosta de fazer e que você também gosta ou gostaria de saber mais sobre. Envolva seu filho em atividades que eles sintam prazer em fazer, que faça ele se movimentar e se conectar com outros.

Depois de todo esse apoio, em última análise, você deve obter ajuda profissional para o seu filho se você achar que se esgotaram as outras possibilidades citadas acima. Explorar as opções de terapias e medicações existentes no mercado é o caminho para você auxiliar seu adolescente. Seu apoio por meio do tratamento vai fazer com que ele se aproxime de você.

Lembre-se de também cuidar de você – monitorando sua saúde física e mental e evitando se responsabilizar pelos problemas do seu filho -. O lado bom de tudo isso é que, dessa forma, você vai crescer e amadurecer através desses desafios.

 

Se seu filho está passando por problemas relacionados à depressão, fale comigo hoje mesmo para conversamos sobre as melhores opções para a sua família. Independentemente se ele estiver disposto a falar comigo ou não, nós podemos usar o tempo para discutir opções personalizadas para que você apoie o seu filho em sua atual realidade.

Alexa von Oertzen, LMFT

Connect with me today at 786-565-2465

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